Modernidade do agronegócio global

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.

Uma pesquisa realizada pela Monday Morning Institute, que tem como parceria a própria ONU, entrevistou 5.500 líderes globais e encontrou as cinco principais soluções para os riscos do mundo contemporâneo. São os riscos: desemprego, pobreza, crises financeiras, fome e desnutrição, emissão de carbono na natureza, educação, dentre outros. Entre as saídas: oportunidades para nosso futuro todas elas estão vinculadas ao novo agronegócio.

Por exemplo: uma nova medicina de precisão para doenças passa pela dieta inovadora e qualidade da alimentação. A redução do desperdício de alimentos para combater a fome e o abastecimento do planeta passa pela logística, e educação dos consumidores sobre a qualidade dos alimentos, acima da sua beleza, preparar pessoas com conhecimentos diversificados envolve integrar agronomia, veterinária, zootécnica com administração e o marketing da alimentação saudável e de processos cada vez mais sustentáveis.

O mercado de trabalho digital, como segundo ponto mais importante, vai viabilizar micro e pequenos empreendedores dentro de um novo campo, gerando trabalho e estancando o êxodo rural. E a primeira sugestão dos líderes pesquisados para esse novo e breve futuro, está no que foi chamado de SMART FARMING.
Ou seja, a produção inteligente no campo, significa agricultura de precisão e utilização dos sensores e dos equipamentos modernos que permitem atuar com detalhe milimétrico em cada semente, cada animal e na dosagem dos insumos, bem como dos micro nutrientes vegetais e animais.

SMART FARMING é o novo nome do estado da arte do agronegócio. E isso estará presente nas propriedades de todos os portes, para agricultura familiar, e empresarial , e vai exigir treinamento intensivo educação e atração de uma nova geração de jovens, de mulheres e de novos fazendeiros.

Agora aos fazendeiros inteligentes SMART FARMING já chegam por aqui e vão invadir e criar uma nova agropecuária mundial.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

Fonte: Segs

Veja: Congreagro

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